quarta-feira, 5 de maio de 2010

Fases da Lua

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Devido à alteração das posições relativas da Lua, Terra e Sol, o aspecto da Lua, visto da Terra, modifica-se diariamente. À medida que a Lua se desloca em torno da Terra, o Sol ilumina-a sob um ângulo diferente, alterando a zona da Lua que fica visível a partir da Terra. Um ciclo completo leva 29 dias e meio e chama-se mês lunar. Assim, poderiamos imaginar cerca de 30 fases da Lua diferentes. Porém, apenas quatro fases lunares recebem denominações especiais: são o quarto crescente, a lua cheia, o quarto minguante ou decrescente e a lua nova.


Lua nova
Ocorre quando o hemisfério lunar voltado para a Terra não reflecte nenhuma luz do Sol. A Lua Nova só é visível durante os eclipses do Sol que, aliás, só acontecem nesta fase. Nessa fase, o ângulo entre Sol, Terra e Lua é praticamente zero.

Quarto crescente
Cerca de sete dias e meio depois da Lua Nova, a Lua desloca-se 90° em relação ao Sol. É o quarto crescente. O seu aspecto é o de um semicírculo voltado para Oeste e, vista do hemisfério Norte, lembra a letra “D”.

Lua cheia
Passados 15 dias da Lua Nova, dizemos que a Lua está em oposição ao Sol. É Lua Cheia. Os raios solares incidem verticalmente sobre ela, iluminando 100% do hemisfério voltado para a Terra.


Quarto minguante
Quando a diferença angular é de 270° o aspecto da Lua é o de um semicírculo voltado para Este. O quarto minguante é também conhecido como quarto decrescente e, visto do hemisfério Norte, a Lua lembra a letra “C”.


Fases da Lua

----------- Junho -----------

Quarto Minguante ------- 04/06/2010

Lua Nova ----------------- 12/06/2010

Quarto crescente --------- 19/06/2010

Lua Cheia ---------------- 26/06/2010


----------- Julho ------------

Quarto Minguante -------- 04/07/2010

Lua Nova ------------------ 11/07/2010

Quarto Crescente --------- 18/07/2010

Lua Cheia ----------------- 26/07/2010


Vasco Caldeira

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Planetas visíveis em Abril e Maio

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MERCÚRIO

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, completando a sua órbita em torno do Sol, a mais rápida de todos os planetas, em apenas 88 dias. Mercúrio é muito pequeno e rochoso. A maior parte de sua superfície está coberta por crateras causadas pela queda de meteoritos. O planeta gira ao redor de seu eixo muito lentamente, levando aproximadamente 59 dias terrestres para completar uma rotação completa. Apresenta temperaturas superficiais extremas, desde 430ºC no lado iluminado pelo Sol até -170ºC no lado escuro. Ao cair da noite, a temperatura desce muito rapidamente devido à pouca ou quase nenhuma atmosfera, formada principalmente por hidrogénio e hélio. O seu núcleo é formado por ferro, envolvido por um manto e uma crosta de rocha de silicato. Mercúrio não tem satélites naturais e o seu eixo tem uma inclinação de 2º em relação à sua órbita.




Mercúrio poderá ser visto somente próximo do horizonte, a leste, antes do nascimento do Sol ou a oeste, depois do ocaso do Sol. Será visível de manhã, de 11 de Janeiro a 4 de Março e de 8 de Maio a 21 de Junho. O planeta apresentar-se-á mais brilhante no fim destes períodos. Será visível de tarde, entre 24 de Março e 20 de Abril, e entre 6 de Julho e 27 de Agosto. O planeta apresentar-se-á mais brilhante no começo de cada um destes períodos; as melhores condições de visibilidade ocorrerão, no hemisfério norte, na primeira quinzena de Abril. Terá movimento retrógrado de 15 de Janeiro a 18 de Abril, de 11 de Maio a 20 de Agosto, de 12 de Setembro a 10 de Dezembro e a partir do dia 30 de Dezembro.







VÉNUS

Vénus é um planeta rochoso e o segundo em distância a partir do Sol. Gira lentamente em sentido horário em volta de si mesmo. Tem o mais longo período de rotação do Sistema Solar: cerca de 243 dias terrestres. Vénus é um pouco menor que a Terra e provavelmente tem uma estrutura interna bem semelhante: um núcleo de ferro e níquel coberto por um manto rochoso e uma crosta rochosa de silicato. Tem uma atmosfera composta principalmente por dióxido de carbono, nitrogénio e dióxido de enxofre. O dióxido de carbono faz um manto denso em volta do planeta, aquecendo o planeta com um efeito estufa mais forte do que na Terra. Por isso, Vénus é o planeta mais quente do Sistema Solar, tendo uma temperatura média de 480ºC. A temperatura elevada, as nuvens ácidas de enxofre e a forte pressão atmosférica condicionam a existência de vida tal como a conhecemos. Porém, fotos trazidas da sua superfície por sondas espaciais revelam um terreno cheio de crateras, montanhas e vulcões..
Vénus não tem nenhum satélite natural e é o astro mais brilhante no céu depois do Sol e da Lua.
Vénus poderá ser facilmente identificado pelo seu grande brilho. No princípio do ano não poderá ser observado por se encontrar demasiado próximo do Sol. Em fins de Fevereiro aparecerá muito brilhante, passando então a ser visível como estrela da tarde. Terá movimento retrógrado de 7 de Outubro a 16 de Novembro.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Visita de Estudo ao Horto de Camões e ao Centro de Ciência Viva de Constância

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Alguns alunos do Clube participaram numa visita de estudo ao Horto de Camões e ao Centro de Ciência Viva de Constância.

domingo, 21 de março de 2010

E a Primavera chegou ...

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A Primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão. É tipicamente associada ao renascer da flora e da fauna terrestres.
A Primavera do hemisfério norte é chamada de "Primavera boreal", e a do hemisfério sul é chamada de "Primavera austral". A "Primavera boreal" tem início, no Hemisfério Norte, a 20 de Março e termina a 21 de Junho. A "Primavera austral" tem início, no hemisfério Sul, a 23 de Setembro e termina a 21 de Dezembro.
Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro, no caso do hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.
Como se constata, no dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo.
Vasco Bosca

A primavera chegou, embora não se note pelo tempo, pelo menos aqui em Portalegre, que fica em Portugal, que por sua vez fica na Península Ibérica, localizada no Continente Europeu, que se localiza no planeta Terra, que por sua vez se localiza no Sistema Solar, que está no braço de Orion da galáxia Via Láctea, que está no enxame de galáxias Grupo local, que por sua vez está no super enxame de galáxias Virgem, no Universo. Voltando ao que interessa, aqui em Portalegre a Primavera começou Domingo, e aí esteve chuva, depois, segunda-feira, o Sol brilhou tanto, e o céu estava sem nuvens, e hoje, está muita chuva. A Primavera começou em grande (já agora, isto não é um site de meteorologia, isto foi só para mostrar como estava a ser a Primavera, pois em princípio é a primeira e última vez que falamos de tempo, embora também tenha um bocado a ver com astronomia).
Se lerem o blog todo, vêm que estamos à espera do bom tempo para observarmos o céu, por isso, mandem no tempo e façam com que esteja bom tempo. Atenção, queremos bom tempo numa quarta-feira, e numa que haja clube, perceberam???????????? Rezem se for preciso.
Paulo Novais



quinta-feira, 18 de março de 2010

Sismo no Chile provoca alteração no eixo de rotação da Terra

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Um artigo publicado pela NASA admite que o eixo da Terra se alterou e que os dias no planeta podem ter sido encurtados em 1,26 microsegundos, depois do grande terramoto de 8,8 graus na escala de Richter que assolou o Chile no passado dia 27 de Fevereiro.
Segundo o artigo publicado hoje pela NASA no seu site, o cientista Richard Gross (do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA na Califórnia) e a sua equipa efectuaram cálculos complexos que permitem concluir que os dias na Terra deverão ter sido encurtados em cerca de 1,26 microsegundos - sendo que um microsegundo corresponde à milionésima parte de um segundo -, na sequência do terramoto ocorrido ao largo da costa chilena no passado sábado.
A NASA indica que "o mais impressionante é, talvez, o quanto o terramoto mudou o eixo de rotação da Terra", que determina a duração dos dias. Os cálculos efectuados por Gross mostram que o eixo se alterou em aproximadamente oito centímetros.
O modelo utilizado para efectuar estes cálculos foi o mesmo utilizado em 2004 para estimar os efeitos do sismo de magnitude 9,1 que ocorreu nesse ano em Sumatra e encurtou os dias em 6,8 microsegundos, alterando o eixo da terra em cerca de sete centímetros.
O facto de o terramoto do Chile ter alterado mais o eixo da Terra do que o de Sumatra, de magnitude superior, tem duas explicações para os investigadores: por um lado, o sismo de Sumatra ocorreu mais perto do equador, enquanto o sismo do Chile ocorreu numa zona de latitude média, o que potencia a alteração vertical do eixo terrestre; por outro lado, a falha responsável pelo sismo no Chile está ligeiramente mais inclinada para o interior da crosta terrestre do que a responsável pelo sismo de Sumatra, o que permite um maior movimento vertical da massa do planeta.
O sismo que atingiu o Chile no passado dia 27 de Fevereiro, de 8,8 graus na escala de Richter, foi 700 a 800 vezes mais forte que o do Haiti, em Janeiro, e libertou uma energia de aproximadamente cem milhões de toneladas - a bomba nuclear que dizimou Hiroxima tinha apenas seis.


Descoberta de gelo na Lua

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As crateras da Lua não recebem nunca luz solar e registam temperaturas de frio extremo. Duzentos e quarenta graus centígrados negativos é a temperatura registada naquele que se julga ser o local mais frio do Sistema Solar. Ao contrário do que se pensava até agora, o local mais frio do Sistema Solar não se situa em Plutão, o renomeado planeta anão mais afastado do Sol, mas encontra-se sim, em crateras do pólo sul da Lua. A descoberta dos cientistas da NASA é ainda mais importante por demonstrar que neste sítio estarão blocos de gelo a partir dos quais seria possível retirar água, hidrogénio e oxigénio.
A revelação resulta do primeiro relatório enviado pela sonda de reconhecimento lunar, lançada pela agência espacial americana para o espaço em Junho com a missão de fazer um mapa completo da Lua. "A sonda registou temperaturas mínimas em partes destas crateras de 240ºC negativos. Estas temperaturas superfrias são, segundo o que conhecemos, das mais baixas que já foram medidas no Sistema Solar, incluindo na superfície de Plutão", confirma David Paige, o principal responsável pela criação daquele instrumento de medição.

Apesar da importância da descoberta da existência destes blocos de gelo com milhões de anos, que podem até dar indicações sobre a origem do próprio sistema solar, o cientista da NASA Richard Vondrak, que faz parte da equipa que recolhe informações desta missão, reconheceu ao New York Times que "ainda não se sabe as quantidades e a que profundidade está armazenado".

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ECLIPSE ANULAR DO SOL

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O eclipse anelar ou anular do Sol é um tipo especial de eclipse parcial, no qual a Lua passa em frente ao Sol, mas acaba por não tapar completamente este astro. A Lua passa à frente do Sol (pela nossa perspectiva), mas o diâmetro aparente da Lua é menor do que o do Sol, criando assim um “anel de fogo”.


Um eclipse anular do Sol, o mais longo do terceiro milénio ocorreu no dia 15 de Janeiro de 2010, colocando o centro e o leste de África na obscuridade e frio, antes de seguir para o Oceano Índico, em direcção à Índia e à China. O eclipse começou às 5h 14 min (mesma hora em Lisboa) a ocidente da República Centro-Africana e no sudoeste do Chade. A sombra da Lua atravessou de seguida a República Democrática do Congo, Uganda, Quénia e o extremo sul da Somália.
Segundo o Instituto de Mecânica Celeste de Paris o eclipse durou 11 minutos e 8 segundos. A imagem seguinte mostra os locais de onde o eclipse pode ser visto.



A fotografia seguinte foi tirada na Índia durante este eclipse:

O último eclipse anular testemunhado em Portugal Continental aconteceu em 1912. O próximo terá lugar apenas em 2028.